O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) reúne desordens do desenvolvimento neurológico
presentes desde o nascimento ou começo da infância. Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico
de Transtornos Mentais DSM-5 (referência mundial de critérios para diagnósticos), pessoas
dentro do espectro podem apresentar déficit na comunicação social ou interação
social (como nas linguagens verbal ou não verbal e na reciprocidade socioemocional) e padrões
restritos
e repetitivos de comportamento, como movimentos contínuos, interesses fixos e hipo ou
hipersensibilidade
a estímulos sensoriais. Todos os pacientes com autismo partilham estas dificuldades, mas cada um
deles será
afetado em intensidades diferentes, resultando em situações bem particulares. Apesar de ainda
ser chamado
de autismo infantil, pelo diagnóstico ser comum em crianças e até bebês, os transtornos são
condições
permanentes que acompanham a pessoa por todas as etapas da vida.
Pais de crianças com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) tiveram suas rotinas transformadas por
conta da
instauração da quarentena – devido ao novo coronavírus. As mudanças de rotina por conta da
pandemia podem
gerar um impacto negativo para as crianças com autismo.
E em momentos como esse, a grande dificuldade para as famílias é encontrar alternativas para
complementar a
rotina das crianças que tinham uma agenda cheia de terapias presenciais (muito importante para o
desenvolvimento psicossocial), além da própria rotina escolar.